Desde 1999 na gestão pública
Info Digitalle

O que digitalizar primeiro quando o orçamento não cobre o acervo inteiro

Digitalizar tudo raramente cabe no orçamento de um município. Três critérios que definem por onde começar sem desperdiçar recurso.

1 min de leitura

A pergunta chega quase sempre na mesma forma: o município tem trezentas caixas no arquivo e orçamento para digitalizar cinquenta. Quais cinquenta?

A resposta não é "as mais antigas" nem "as que estão em pior estado". É uma combinação de três critérios, nesta ordem.

1. Frequência de consulta

Documento que o setor busca toda semana paga o investimento em tempo de servidor economizado no primeiro ano. Documento que ninguém consulta há uma década pode esperar — ou, se o prazo já venceu, ser eliminado em vez de digitalizado.

2. Risco de perda

Documento de guarda permanente em suporte frágil é o que não dá para recuperar depois de um vazamento no telhado. Ele entra na frente mesmo com consulta baixa, porque a digitalização aqui é preservação, não conveniência.

3. Exposição legal

Séries que aparecem em pedido de auditoria, ação trabalhista ou requisição do tribunal de contas têm prazo curto de resposta. Digitalizar essas é comprar tempo para quando a requisição chegar.

Antes de escolher o que digitalizar, aplique a tabela de temporalidade. É comum descobrir que um terço do acervo já poderia ter sido eliminado — e digitalizar isso seria pagar para guardar lixo em outro formato.

Com os três critérios cruzados, a lista de prioridade costuma sair sozinha. E o que sobra para o ano seguinte já fica documentado, o que ajuda na hora de justificar o orçamento.

Outros materiais

Ver todos

Veja o GEDOC funcionando com os documentos do seu órgão

Agendamos uma demonstração sem compromisso, com a equipe que atende prefeituras e câmaras há mais de duas décadas.